- por Gabriele Miranda
Desde o começo dos tempos, os minions vagam pelo planeta procurando o vilão perfeito para servir. No entanto, dois carinhas específicos dificultavam a vida de uma das tribos: James e Henry. Eles sempre se mantinham alheios aos outros porque entretinham a si mesmos criando artes e histórias. Até que um dia, eles vão parar, acidentalmente, em um set de cinema. E isso muda a vida deles para sempre. Assim, eles começam uma jornada até se tornarem um símbolo da indústria cinematográfica.

A Illumination produziu Minions & Monstros, e a Universal Pictures o distribui, com lançamento para 1º de julho de 2026. Esse longa de comédia é o terceiro filme dos Minions e o sétimo na franquia Meu Malvado Favorito. Ele brinca com várias referências e clichês de filmes clássicos da Era de Ouro do cinema. Dessa forma, com aquele sarcasmo e carisma, nossos queridos amarelos arrancam eternas gargalhadas da gente e sempre trazem uma surpresa diferente.
QUAL É A HISTÓRIA NO FILME?
Logo no começo, a gente já encontra uma brincadeira com a abertura da Universal. Fazemos uma viagem no tempo até a sua primeira versão. O mesmo ocorre com a abertura da Illumination, que segue a estética daquela animação de borracha dos anos 1940.
Seguindo a narrativa do longa, um grupo de várias pessoas, crianças, jovens e idosos, está num museu. Eles são guiados por uma funcionária que apresenta diversas relíquias do cinema em forma de bonecos de cera, incluindo o E.T. , Keanu Reeves caracterizado de Neo em Matrix e George Lucas . Na verdade, era ele mesmo preso em uma caixa de vidro. Em seguida, ela apresenta duas esculturas majestosas de James e Henry. Contudo, como ninguém parece conhecê-los. Então ela conta toda a história deles, desde o princípio.

A tribo de James, liderada pelo carrancudo Dick, tentou servir vários vilões diferentes. Eles tentaram servir um gigante ciclope, mas foram banidos de sua ilha porque James criou uma arte com legos que machucou o pé do ciclope e desencadeou um acidente terrível. Depois, tentaram servir um feiticeiro, que literalmente virou pó graças à curiosidade de Henry em invocar um monstro sem a autorização de seu mestre.
A partir desse ponto, temos mais um personagem importante para a história: Eddy, um minion com deficiência auditiva que se comunica em língua de sinais. Ele também se interessa pelo livro mágico e pelas aventuras que James e Henry inventam, e acaba se juntando a eles.
Mais tarde, eles são descobertos pelo diretor Max em Hollywood, e essa é uma das partes mais legais do filme. Vemos diversas referências, como a aparição de Charlie Chaplin em Tempos Modernos, e outras que só cinéfilos bem cinéfilos vão captar.

QUANDO O CALDO ENGROSSA
Os minions ganham muito prestígio no cinema: em todos os filmes em que aparecem, fazem sucesso de bilheteria, e vivem um período no bem-bom. Porém, tudo muda quando os filmes ganham um novo recurso: o som.
A partir desse momento, eles começam a encontrar barreiras nos filmes em que participam. Como a linguagem deles “não tem sentido”, eles não conseguem reproduzir as falas dos roteiros. Sendo assim, são demitidos dos estúdios e se veem na miséria.
Dick quer voltar com sua tribo para a busca do vilão perfeito. Enquanto isso, James, Henry e Eddy querem continuar tentando a carreira no cinema com o primeiro filme dirigido por James: Minions & Monstros.
UM POUCO DA ESTÉTICA DO FILME
Uma das coisas que mais me chamou a atenção nesse filme é a variedade de “aparências” que ele nos apresenta. Ele não fica 100% no visual clássico em 3D da franquia Meu Malvado Favorito; também carrega referências visuais dos filmes das épocas que retrata, às vezes deixando a imagem mais preto e branco, com ruídos que simulam a textura de um rolo de filme.
Leia também:
Outro ponto interessante é o idioma dos Minions. Ele é uma linguagem cujo objetivo é não ter nenhuma coerência. De acordo com um dos criadores, Pierre Coffin, a ideia inicial era que eles falassem francês; porém, a graça está na aleatoriedade das palavras, o que torna a língua universal.
Nesta animação, porém, fiquei comparando a dublagem atual com a do primeiro Meu Malvado Favorito. A impressão que ficou para mim é que, com o passar dos lançamentos, os Minions falam de forma mais compreensível. Pelo menos na dublagem brasileira, parece uma mistura de palavras em português, inglês, espanhol e alguns termos incompreensíveis.
VALE A PENA?
Confesso que, de início, fiquei um pouco cética quanto a esse filme. Passa aquela impressão de que é “só mais uma sequência para farmar money”. No entanto, ele é muito mais do que isso: pode-se considerá-lo uma introdução à história do cinema num formato super lúdico e acessível, até porque o longa também conta com recursos de acessibilidade.
A Illumination conseguiu, através desse filme, fazer uma junção de personagens que a gente já conhece e adora com temas como educação e inclusão. É um filme que vai deixar os fãs de cinema e de bastidores super empolgados; as crianças vão se divertir muito, e os adultos também vão soltar boas risadas.
Queremos saber: o que vocês acham dos filmes dos Minions. Conta pra gente lá no nosso Instagram!
Gabriele Miranda
Audiovizueira pela FAPCOM, adquiri habilidade de fazer bonecos se mexerem pelo Senac Lapa Scipião. Multi-instrumentista e guitarrista na banda Antena Loka, sou pan, vegana e gateira. No tempo livre, estou jogando em algum emulador, andando de patins ou criticando o capitalismo. Talvez eu encontre algum planeta onde me sinta melhor.
