Anime Friends 2026 | Coletiva Burnout Syndromes

Anime Friends 2026 | Coletiva Burnout Syndromes

A banda japonesa Burnout Syndromes, conhecida por assinar aberturas e encerramentos de animes como Haikyuu!! e Dr. Stone, participou de uma coletiva de imprensa no Brasil. Com tradução simultânea, o grupo falou sobre o processo de composição para animes, a relação com os fãs brasileiros e curiosidades sobre a turnê. Confira os principais trechos.

O desafio de compor para histórias que já existem

Como é o trabalho de vocês ao terem que compor músicas para histórias que já estão prontas, como aconteceu em alguns dos tie-ups de vocês?

Burnout Syndromes: “É difícil, porque muitas vezes é preciso fazer tudo ao mesmo tempo. Teve um caso em que nos pediram uma música de referência com muita força, muito impacto, algo que a gente nunca tinha feito antes, e a partir daquilo criamos algo que ainda mantivesse a nossa identidade.

“Good Morning World” também foi difícil. A produção da animação pediu uma música bem forte, então o Kumagai-kun fez o arranjo em cima dessa referência, e o resultado ficou agitado, mas com a nossa cara. Foi um processo desafiador.”

O que mudou na banda ao longo dos anos

Depois de tantos anos de carreira, o que vocês acham que mais amadureceu em vocês, e o que mais mudou nessa trajetória?

Burnout Syndromes: “Primeiro, poder conhecer o mundo: atuar em outros países era algo que nunca passou pela nossa cabeça, quase inimaginável para nós antes. Aprendemos como é trabalhoso organizar um evento desses, lidar com diferenças culturais, de clima, de comida. E, mesmo com essas dificuldades, conseguimos manter a vontade de sempre divertir o público. Foi um desafio grande, mas foi nesse processo que sentimos como crescemos e mudamos como banda.”

Músicas que a banda gostaria de tocar mais

Existem músicas que vocês tocam em todos os shows, como “Fly High” e “Good Morning World”. Tem alguma música que vocês tocam pouco, mas gostariam de tocar mais, ou que deveria entrar mais no setlist?

Burnout Syndromes: “É uma pergunta difícil, mas interessante. Na verdade, a gente gostaria que os próprios fãs sugerissem um setlist, já que os gostos mudam de fã para fã, de país para país, então realmente queremos saber o que vocês gostariam de ouvir ao vivo. Por isso pedimos para os fãs continuarem postando nas redes sociais: isso vira uma referência para a gente. “Rocket”, por exemplo, é uma música mais nova que ainda cantamos pouco e gostaríamos de tocar mais daqui pra frente.”

Existe algum ritual antes de subir ao palco?

Vocês têm algum tipo de preparação ou ritual antes de entrar no palco? (minha pergunta especial)

Burnout Syndromes: “A gente come bem, dorme bem, descansa bem. E antes de subir ao palco, pulamos um pouco, mais para acalmar os ânimos do que qualquer outra coisa, não é bem um ritual formal. O Kumagai-san, inclusive, comentou que prefere não criar regras fixas na cabeça dele, tipo !eu preciso fazer isso ou aquilo antes de tocar!, porque se um dia algo impedir de seguir essa “regra!, ele pode se sentir incompleto, despreparado, o que teria o efeito contrário do que se pretende. Por isso ele prefere não definir nada como cerimônia obrigatória antes do palco.”

Quando perceberam a explosão de popularidade após Haikyuu!!

Haikyuu!! é gigantesco no Brasil, e o público sempre surta quando vocês tocam as músicas ligadas ao anime. Quando vocês perceberam que aconteceu essa virada na carreira de vocês?

Burnout Syndromes: “Foi principalmente na época da pandemia. Percebemos que o número de inscritos no nosso canal dobrou do nada, muita gente estava em casa, na frente da televisão ou do YouTube. Foi aí que vimos que algo realmente tinha mudado. Curiosamente, o anime é de 2015, mas foi só entre 2019 e 2020 que veio essa explosão, e começaram a chegar convites de vários lugares do mundo relacionados a Haikyuu!!. Antes disso, a gente fazia música mais para outros amigos, então ficamos pensando: o que será que aconteceu? Achamos que foi realmente um efeito da pandemia.”

A música que apresentariam para quem nunca ouviu a banda

Se vocês pudessem escolher uma única música de toda a carreira de vocês para apresentar a alguém que não conhece o trabalho de vocês, qual seria?

Burnout Syndromes: “Escolheríamos “Hikari Are”, de 2016. É uma música muito especial para nós, a letra carrega muita paixão, um sentimento bem forte. Tem muitas traduções da letra circulando nas redes sociais e no YouTube, então dá para perceber o quanto de sentimento está concentrado nela. Por isso seria essa a música que apresentaríamos.”

Leia também:

Como o crescimento dos personagens de Haikyuu!! aparece nas músicas

Conforme as temporadas de Haikyuu!! passam, dá pra perceber uma semelhança musical entre as aberturas, mas também um crescimento acompanhando os personagens. Como vocês pensam nisso na hora de compor, considerando esse desenvolvimento dos personagens na criação da música?

Burnout Syndromes: “Sim, a gente considera isso. Cada um de nós fica responsável por um tema diferente, dependendo do momento da história, seja uma temporada com muitas partidas e jogos, ou uma temporada mais focada em treinamento. É assim que ajustamos o conteúdo das letras ao que está acontecendo na trama. Mesmo numa fase de treinamento, que pode parecer ter menos emoção por não ter jogo, pensamos em como trazer essa emoção através da música. A cada passo que os personagens crescem, sentimos que a música também precisa crescer junto, acompanhando esse desenvolvimento.”

A melhor lembrança de um show no Brasil

Qual foi a melhor lembrança que vocês têm de algum show no Brasil?

Burnout Syndromes: “O primeiro show que fizemos no Anime Friends foi algo que a gente nunca tinha vivido antes, o calor do público, a experiência em si, não teve nada igual. Essa é a nossa maior lembrança do primeiro show aqui no Brasil.

Teve também uma vez em que fomos para o Nordeste, e descobrimos que artistas internacionais normalmente não fazem shows para essas regiões mais distantes. Nessa viagem, chegamos a nos vestir de dinossauro antes do show, pela primeira vez fizemos algo assim. Fomos também a um lugar com um escorregador gigante, nos divertimos bastante antes e depois do show. Normalmente, quando fazemos turnês, é só trabalho: chega, faz o show e vai embora. Mas dessa vez tivemos tempo de aproveitar, e essa lembrança do tempo livre que tivemos no Brasil ficou muito marcada para a gente. Temos vontade de aproveitar ainda mais o tempo por aqui, inclusive em São Paulo.”

A música favorita de cada integrante

Vocês já criaram e cantaram muitas músicas ao longo da carreira. Cada um de vocês tem uma música favorita?

Burnout Syndromes: “Uma resposta foi a música “Coupling”, do álbum Rocket, lançada junto com outra faixa chamada “Kibana”, uma música que, na nossa visão, nenhuma inteligência artificial conseguiria reproduzir, porque carrega a marca pessoal do Kumagai Kazumi, que a compôs. É algo que temos muito orgulho.

Outra resposta foi “Fly High”: a música favorita muda todo ano, mas hoje é essa. Ao vivo, é a canção que sentimos ser mais amada pelo público; todo mundo canta junto, e essa paixão retorna para a gente no palco.

E outra resposta foi “Good Morning World”, ligada ao Dr. Stone, uma música que acompanhou o anime desde o início e que agora está no arco final. É importante para nós ver o quanto essa obra, junto com a música, se tornou querida pelo público.”

Sobre a paixão pela comida brasileira

Em 2023, quando vocês vieram ao Brasil, disseram que amavam o churrasco. Ainda é assim? Descobriram alguma comida nova?

Burnout Syndromes: “O frango do churrasco continua sendo um dos favoritos: mesmo no Japão, o frango brasileiro já é bem famoso, então comer aqui tem um valor especial. Continua sendo churrasco: carne, carne e mais carne, sem salada. Já comemos churrasco no Japão também, mas o sabor daqui é bem diferente, mais gostoso. Também adoramos doces brasileiros, em especial o brigadeiro, que fez sucesso entre todo o pessoal da equipe no Japão. Tem um doce que, quando comido direto do saquinho, é uma delícia, mas se colocado num copo perde a graça (Mupy)

Gostou? Comente aqui e siga a gente no instagram

Nathalia Souza

Artista, tradutora, animadora, programadora e ainda com formação em mecâtronica e marketing, sou uma menina que não sabe bem o que quer da vida. Emo de carteirinha, vivo indo em shows e eventos para aumentar minha coleção de memórias. Vivo no mundo da lua, e talvez seja por isso que me considero astronauta.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Voltar ao Topo