Review | Galinha Pintadinha: O Filme

Review | Galinha Pintadinha: O Filme

Um dos dias mais aguardados na vida de um pássaro é ver o seu ovo chocar. Nada se compara a realização de ver a sua tão amada família de penas crescendo e recebendo mais um membro. Essa é uma das missões das cegonhas, garantir que os ovos cheguem em seguranças até seus futuros tutores. Mas, acidentes podem acontecer e é a partir daí que começaremos nossa aventura em Galinha Pintadinha – O Filme.

Foto/Reprodução: Galinha Pintadinha – O filme

O longa brasileiro é o primeiro filme de animação da Galinha Pintadinha, celebrando seus 20 anos com uma história inédita sobre maternidade. Com Direção de Juliano Prado e Marcos Luporini, a obra foi produzida pela Bromelia Filmes e é distribuída pela Imagem Filmes. Também trás as vozes originais de Elisa de Souza, Vera Fuzaro, Rico Garcia, Charlia Gonçalves, Renato Guillermo, Felipe Luiso, Chico Purelo e Maia Tae. Desenvolvido desde 2021 e anunciado em 26 de fevereiro de 2026, o filme conta com personagens já estabelecidos e também com novos personagens originais.

PÓ PÔ PÓ? QUAL É A HISTÓRIA DO FILME?

A história começa com uma cegonha muito “good vibes“, acompanhada por uma trilha sonora de reggae. Ela carrega dois ovos claramente diferentes. Um bem grande e cinza, com formas bem “brutas” e o outro pequeno, delicado e dourado brilhante. A cegonha acaba quebrando seu óculos no momento da entrega dos ovos. Então, ela troca o ovo da Galinha Pintadinha com o ovo do Temível Gavião.

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O Temível Gavião, que vive sozinho no topo de uma montanha. Depois que recebe seu ovo, cuida do Pintinho Amarelinho como se fosse um filhote de gavião. Inclusiva tenta o ensinar a voar. Enquanto a Galinha Pintadinha e o Galo Carijó vivem na Vila das Galinhas. Mas quando recebem o ovo do Gavião eles são punidos pelas autoridades daquele lugar.

O Galo Carijó é preso pelos militares e a Galinha Pintadinha é expulsa da vila. Então ela precisa passar por cima de todos os seus medos, usando a força do seu amor de mãe para enfrentar todas as dificuldades e levar o filhote do Gavião de volta para sua família e buscar seu Pintinho Amarelinho.

O Galo Carijó é preso pelos militares e a Galinha Pintadinha é expulsa da vila. Então ela precisa passar por cima de todos os seus medos, usando a força do seu amor de mãe para enfrentar todas as dificuldades e levar o filhote do Gavião de volta para sua família e buscar seu Pintinho Amarelinho.

UM FILME MUITO FOFO

Tenho um carinho muito especial pelas animações da Galinha Pintadinha. Ela começou com uma proposta simples: animações para entreter crianças com músicas populares de domínio livre, assim como várias outras produtoras e selos fazem. Mas ela conseguiu se destacar e fazer gerações dialogarem.

Foto/Reprodução: Galinha Pintadinha – O filme

E com essa simplicidade, dentro do “arroz com feijão bem feito”, que o filme também brilha. Ele entrega exatamente o que propõe e isso é suficiente. Além disso, consegue encaixar vários momentos divertidos, com referências do universo da nossa querida galinha. Por exemplo, como quando estão no bar dos sapos com a banda da baratinha tocando um forró/brega (Tipo, isso é muito brasileiro, eu amei muito).

Além disso, eu não posso deixar de mencionar que o filme carrega na direção de arte a minha estética favorita com animações 3D: poucos frames e estética de pincel/pintura. A mesma presente em Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, Gato de Botas: 2 e A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas. Eu acho que eu não vou me cansar disso nunca.

VALE A PENA?

Apesar de ser uma animação infantil sem uma proposta ambiciosa, vale muito apena assistir o filme, principalmente em família. O ponto aqui é que foi realizado um bom trabalho, que merece ser apreciado. Mesmo que carregue uma linguagem que ainda é estranha para nós só porque não é estadunidense, temos que ocupar esse espaço e demonstrar que existe demanda dentro do cinema brasileiro.

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Gabriele Miranda

Audiovizueira pela FAPCOM, adquiri habilidade de fazer bonecos se mexerem pelo Senac Lapa Scipião. Multi-instrumentista e guitarrista na banda Antena Loka, sou pan, vegana e gateira. No tempo livre, estou jogando em algum emulador, andando de patins ou criticando o capitalismo. Talvez eu encontre algum planeta onde me sinta melhor.

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