- por Eu, Astronauta
A gamescom latam 2026 terminou consolidando de vez algo que já vinha ficando claro nos últimos anos: o evento deixou de ser apenas uma feira gamer e virou um verdadeiro encontro entre indústria, comunidade, cultura pop e experiências imersivas. E sinceramente? Foi impossível sair de lá sem aquela sensação de “já quero a próxima edição”.
Os números ajudam a explicar isso. A edição de 2026 reuniu mais de 154 mil visitantes, bateu recordes de público e crescimento em relação ao ano anterior, além de reunir centenas de jogos, estúdios e empresas do mundo inteiro.
Mas o que realmente faz diferença na gamescom latam não são só os números. É a sensação de que sempre tem alguma coisa acontecendo. Uma das coisas mais legais do evento é justamente como ele consegue misturar públicos completamente diferentes no mesmo espaço. Tem desde quem vai para testar jogos e colecionar brindes até profissionais da indústria participando de palestras, networking e reuniões na área business.
Inclusive, eu passei um pouco pela área B2B usando um chapéuzinho do Pikachu que ganhei no estande da Pokémon enquanto praticamente todo mundo parecia estar de roupa social. Confesso que fiquei meio deslocada no começo, mas isso acabou resumindo bastante o espírito do evento: todo mundo cabe ali de algum jeito.

E falando em ativações, a Supercell simplesmente dominou meu coração nessa edição.
As áreas de Brawl Stars e Clash Royale estavam absurdamente divertidas. Fiz praticamente todas as ativações de Clash Royale, com exceção do desafio na torre do rei, porque eu honestamente tenho medo de cair dali. Mas ainda quero tentar algum dia. Já no espaço de Brawl Stars tinha até uma roda gigante de onde dava para observar boa parte do evento lá de cima, o que deixou tudo ainda mais especial. Outro momento aleatório, e muito divertido, foi jogar Guitar Hero com guitarra pela primeira vez na vida. Parece bobo, mas foi aquele tipo de experiência clássica de evento gamer que vira memória afetiva instantaneamente.

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A Riot Games também chamou bastante atenção. Apesar de eu nunca ter ido muito além de League of Legends, foi legal conhecer melhor os outros jogos e perceber como os universos deles se conectam. Mesmo sem ser a maior fã de LoL hoje em dia, achei interessante enxergar melhor o ecossistema da Riot como um todo.

Um dos grandes destaques da feira também foi Phantom Blade, que chegou com um estande gigantesco e constantemente lotado. E eu preciso admitir uma coisa: eu joguei muito pouco RPG na minha vida, então talvez eu não estivesse exatamente preparada para o nível daquele jogo. Porque, sinceramente, QUE JOGO DIFÍCIL! E isso porque eu coloquei no fácil. O mais engraçado é que eu nem me considero uma jogadora iniciante, então foi humilhante perceber o quanto eu apanhei ali mesmo assim hahaha. Mas ao mesmo tempo foi uma experiência muito divertida. A demo era tão imersiva que aquela uma hora jogando simplesmente passou voando.

Mas talvez o verdadeiro coração da gamescom latam esteja na área indie. Foi ali que mais senti essa proximidade entre público e desenvolvimento de jogos. Você consegue conversar diretamente com pessoas que literalmente criaram aqueles projetos, entender inspirações, ouvir histórias do processo de produção e ver de perto jogos que ainda estão crescendo dentro da indústria. Existe uma paixão muito genuína naquele espaço e isso acaba sendo uma das experiências mais legais do evento inteiro.
E uma coisa que eu gostei bastante nessa edição foi como realmente existia atividade para absolutamente todo tipo de público.
Tinha campeonato, ativações gigantes, experiências imersivas, áreas mais tranquilas, espaço business, jogos independentes e até escape room. Inclusive, participei do escape room da CULTSP e, sinceramente, aquilo era MUITO difícil. Meu grupo infelizmente não conseguiu concluir a experiência e, pior ainda, no final nós não descobrimos a resposta. Então agora iremos morrer de ansiedade.

Claro que nem tudo foi perfeito. O principal problema acabou sendo o traslado até o evento. No primeiro dia, voltado para imprensa, poucas vans estavam fazendo o transporte e, no segundo dia, mesmo aumentando a quantidade, ainda não era suficiente para a demanda do público. As filas ficaram grandes e a espera cansativa. Felizmente, no terceiro dia a situação melhorou bastante com a inclusão de ônibus, então deu para perceber que houve um esforço para corrigir o problema ao longo dos dias.
Mesmo assim, honestamente, isso não apaga o saldo extremamente positivo.
A gamescom latam 2026 conseguiu fazer algo que poucos eventos conseguem hoje: unir entretenimento, indústria e comunidade sem parecer artificial. E depois dessa edição recorde, ficou difícil não sair de lá já pensando na próxima.
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Eu, Astronauta
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