Jogos da minha infância que só eu conheço

Jogos da minha infância que só eu conheço

Eu já fiz um texto como este falando dos animes da minha infância que só eu assisti. Agora, finalmente, é a hora dos nossos queridos games. Eu comecei a jogar ainda bem novinha, com bastante influência dos meus irmãos mais velhos, os detentores dos videogames. Lembro deles jogando títulos conhecidos, como por exemplo, God of War, Resident Evil, entre outros, mas não eram “jogos de criança”, então eles também compravam alguns meio aleatórios e assim eu podia me divertir sem que eles levassem bronca da minha mãe.

Vou focar, então, mais em jogos de console de mesa nesta lista. Futuramente, posso fazer uma sobre portáteis e mobiles, que também seguem uma aleatoriedade e uma participação peculiar dos meus irmãos.

Teenage Mutant Ninja Turtles 2: Battle Nexus – Playstation 2

Publicado e desenvolvido pela Konami em 2004, essa sequência é baseada no final da segunda temporada da série animada TMNT de 2003, no arco do Japão feudal. Inclusive algumas cutscenes são trechos da própria animação. Esse era um dos jogos que eu gostava muito de jogar com meu pai, mas suportava até quatro jogadores. Ás vezes também jogava com alguns primos.

Foto/Reprodução: Teenage Mutant Ninja Turtles 2: Battle Nexus

Tínhamos quatro equipes, que os jogadores podiam formar com as tartarugas ou com os personagens desbloqueáveis. Cada um possuía habilidades específicas que eram necessárias para avançar de fase. Por exemplo, em algumas telas era preciso “hackear” o painel de controle de algumas portas para conseguir passar. Quem conseguia fazer isso era a equipe roxa, podendo ser o Donatello ou o Mestre Splinter.

Em outros momentos, a espada do Leonardo era muito útil para cortar grades. Também tinham algumas fases onde andávamos de snowboard, coletando moedas ou pilotando naves. No final de cada fase, um jogador ganhava uma pontuação de acordo com a sua performance. Eu nunca entendi quais eram os parâmetros dessa nota, mas de qualquer forma, era uma coisinha a mais para competir, mesmo que o jogo fosse cooperativo.

Foto/Reprodução: Teenage Mutant Ninja Turtles 2: Battle Nexus

Outra coisa interessante é que todos os jogadores compartilhavam a mesma barra de vida. Isso exigia muita sinergia entre os membros da equipe. Eu gostava de muita coisa desse jogo, principalmente da variedade dos mapas, dos inimigos, das músicas. Inclusive, além de jogar, ficava olhando os colecionáveis do jogo, que incluía esculturas e artes conceituais dos personagens e cenários.

Dog’s life – Playstation 2

Lançado em 2003, desenvolvido pela Frontier Developments plc, é um jogo de ação e aventura single player. Nós controlamos o cachorro Jake que é apaixonado pela cadela Daisy. Mas um dia, a carrocinha a sequestra e nosso objetivo é salvá-la. Durante a gameplay, conhecemos várias cidades, humanos e outros cães, que nos dão diversas informações para chegarmos ao nosso objetivo.

Foto/Reprodução: Dog’s life

O que eu mais gostava desse jogo era a quantidade de possibilidades. Jogar em primeira pessoa, aprender truques, comer e, claro, fazer cocô e peidar na água. Ele também possuía dublagem em português de Portugal, o que era muito engraçado para a pequena Gabriele. Só consegui terminar esse jogo depois que fiquei mais velha. Isso porque ficar zanzando em círculos e tacando cocô nos outros era muito mais divertido.

Em cada lugar, conhecíamos um cachorro de uma raça diferente. Se ganhássemos dele em um desafio, poderíamos controlá-lo e usar suas habilidades para continuar avançando. Por exemplo, às vezes era preciso pegar um item dentro de uma casa, mas só conseguimos entrar usando um cachorro pequeno.

Foto/Reprodução: Dog’s life

Fable II – Xbox 360

Lembro que a primeira vez que eu joguei numa TV sem ser de tubo foi com Street Fighter IV no Xbox 360. Mas esse não era meu jogo favorito, era The Sims 3. Além dele, eu adorava jogar Fable II, também com meu pai. Lançado em 2008 e desenvolvido pela Lionhead Studios, é um RPG de ação que faz parte de uma franquia com três títulos principais.

Foto/Reprodução: Fable II

Aqui, controlávamos Sparrow, uma criança em situação de rua com sua irmã mais velha Rose. Eles sonhavam em viver no castelo de Lord Lucien e um vendedor suspeito oferece uma caixa de música capaz de realizar desejos.

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Eles acabam conseguindo a caixa e sendo levados para o castelo, mas Lord Lucien mata Rose e abandona Sparrow acreditando que morreria também. Com a ajuda de um cão, uma velha misteriosa ajuda a criança. Anos depois, ela se revela como Theresa e explica toda a descendência heroica de Sparrow, dizendo o que precisa ser feito para derrotar Lord Lucien.

Foto/Reprodução: Fable II

Acho que esse foi o primeiro jogo que eu tive contato com a mecânica de “suas escolhas têm consequências”. Dependendo das nossas atitudes, também poderíamos ser neutros, bons, ou maus, e isso alteraria nossa aparência, do nosso cachorro e a forma que as pessoas nos recepcionavam. Até lugares se modificavam de acordo com a nossa jogatina. Também poderíamos nos relacionar, ter filhos, propriedades e etc. Eu gostava muito de jogar ouvindo Caribean Blue, de The Wind Element, com o meu humilde pendrive conectado no Xbox.

Realmente desconhecidos?

Eu sempre tive a impressão de que era só eu que conhecia e gostava muito desses jogos. Na verdade, parecia muito uma realidade paralela com a minha família. Então, se algum desses títulos também fez parte do seu repertório, me conte!

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Gabriele Miranda

Audiovizueira pela FAPCOM, adquiri habilidade de fazer bonecos se mexerem pelo Senac Lapa Scipião. Multi-instrumentista e guitarrista na banda Antena Loka, sou pan, vegana e gateira. No tempo livre, estou jogando em algum emulador, andando de patins ou criticando o capitalismo. Talvez eu encontre algum planeta onde me sinta melhor.

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