Gamescom Latam 2026: Um pouco da área indie

Gamescom Latam 2026: Um pouco da área indie

Esse ano, eu tive a oportunidade de conhecer um evento da gamescom pela primeira vez. Nossa tripulação explorou os mundos da Hero Zone, Open Zone, Shadow Zone e a Neo Zone. Além disso, aterrissamos no BIG Festival, para ver o que ele trouxe de talentos indie, testando vários jogos antes do lançamento.

Minha amiga de tripulação, Nathalia, me acompanhou e preciso agradecê-la por todo o apoio nesse ponto de encontro gamer. O que eu mais queria (além da sholder bag da Riot) era conhecer desenvolvedores e estúdios independentes, principalmente os brasileiros.

Aqui vou trazer um resumo de alguns jogo indie que eu conheci no evento e gostei muito. Além disso, quero contar brevemente como foi a minha experiência testando eles.

Caravana 2000

Foto/Reprodução:

Caravana 2000 é um roguelike de sobrevivência. Desenvolvido pela Milagro Studios e distribuído pela 2 Weird. Segue a estética “Brasil-core” que mistura elementos da cultura popular brasileira: memes, humor absurdo e horror sobrenatural. Basicamente, o jogo funciona assim: você escolhe um personagem e entra numa partida onde enfrenta diversas ondas de inimigos. Durante a partida, você faz combinações com itens que você adquire durante a partida, como a carteira de trabalho amaldiçoada.

Eu joguei com a minha lindíssima Renata, baseada na Miku Brasileira (um meme do meme), e me diverti muito quando um monte de cadeira de bar possuída me atacou e quando enfrentei uma versão bizarra do porquinho da Megasena. Além disso, jogo está na Steam para você adicionar na sua wishlist.

Capybara Dungeon

Foto/Reprodução: Capybara Dungeon.

Aqui no Capybara Dungeon a gente tem um multiplayer cooperativo. A lore é a seguinte: o rei capivara precisa da ajuda de seus 4 heróis, podendo ser eles: bardo, arqueiro, guerreiro e mago. O rei os envia para masmorras com diversas criaturas estranhas e armadilhas. Além disso, legal é que esse jogo segue o clássico formato de multiplayer local, com a tela compartilhada, proporcionando aquela jogatina caótica com os amigos no mesmo sofá.

Leia também:

Eu joguei duas vezes esse, porque uma das vezes caiu a energia no evento (#vivaaenel). Em uma das vezes eu joguei com um guerreiro, que era uma capivara de espada. Não era muito meu estilo, porque ela exige mais combate corpo-a-corpo. Acabei me saindo melhor com uma capivara mago. O jogo foi desenvolvido e distribuído pela Studio Dark Way. Ele também está disponível na Steam, para ser adicionado na lista de desejos.

We were here tomorrow

Foto/Reprodução: We were here tomorrow.

We Were Here é um co-op para dois jogadores, desenvolvido e distribuído pela Total Mayhem Games, considerada uma empresa III (triple I, sendo um indie com mais orçamento). Aqui, o jogador acorda em uma instalação retrofuturista e precisa resolver diversos puzzles, onde é necessário as habilidades distintas de cada personagem. Outra característica interessante é que, por vezes, os personagens ficam separados do parceiro, e é necessário que os players se comuniquem por walkie-talkies.

Durante minha partida, fui agraciada com um bug que movia a minha câmera para a esquerda e isso impediu que eu interagisse com os objetos da forma necessária para avançar, mas gostei muito da proposta e da estética apresentada. Assim como os anteriores, ele está na Steam e também será lançado para PS5 e Xbox Series.

My Little Capybara Collection

Foto/Reprodução: My Little Capybara Collection.

Trazendo mais um exemplar da era das capivaras, aqui nós temos esse projeto mobile em desenvolvimento pela Raccoons At Work Studios. Eu gosto de definir o My Little Capybara Collection como um “The Sims de Capivara”, com mais foco em decoração e sem a parte de simulação. Você pode criar vários cenários fofos enquanto desbloqueia diversas capivaras que você pode acrescentar no ambiente para que elas interajam com suas criações.

Esse foi o último jogo que eu testei, já no fim do dia, então minha gameplay foi meio corrida. Mas eu passaria longas horas nele. No Instagram do estúdio, tem um pouco da carinha do game, que ainda não tem previsão de lançamento para as plataformas mobile.

Tudo muito lindo, porém…

Foi a primeira vez que eu fui num evento da gamescom, mas conversando com frequentadores mais experientes e até com os próprios desenvolvedores, tive a impressão de que os jogos indie, principalmente nacionais, ficaram bem escondidos no evento, e mereciam mais visibilidade. De qualquer forma, ter essa troca é uma experiência muito boa, ver como as ideias estão se desenvolvendo, conquistando prêmios, recebendo boas impressões.

O que você já jogou de indie esse ano? Conta para a gente lá no nosso Instagram!

Gabriele Miranda

Audiovizueira pela FAPCOM, adquiri habilidade de fazer bonecos se mexerem pelo Senac Lapa Scipião. Multi-instrumentista e guitarrista na banda Antena Loka, sou pan, vegana e gateira. No tempo livre, estou jogando em algum emulador, andando de patins ou criticando o capitalismo. Talvez eu encontre algum planeta onde me sinta melhor.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Voltar ao Topo