- por Luah Marquezini
O que você faria se conhecesse uma pessoa através de comunicação via rádio e descobrisse que ela está, no mínimo, 23 anos no futuro?
Em Ditto: Conexões do Amor, acompanhamos Kim Yong, um estudante universitário vivendo em 1999, onde encontra um rádio antigo que, durante um fenômeno específico, permite que ele se comunique com Kim Moo-nee, uma jovem que vive em 2022.
Não você não está tendo um djavú.
Não, não estou maluca. A gente pode achar que já viu isso em outros longas como por exemplo, em “Interestelar” ou em “Homem Aranha Sem volta pra Casa“. A realidade, é que só parece. Quando Yong e Moo-nee começam com sua troca estranha e quase impossível entre duas pessoas separadas pelo tempo logo se transforma em um vínculo constante, onde os dois passam a compartilhar suas rotinas, inseguranças e experiências amorosas e mesmo separados por mais de duas décadas.
Quase melhores amigos.

Ok, mas e o amor?
A partir dessa conexão improvável, o filme constrói uma história delicada sobre encontros impossíveis. É uma narrativa sensível e nostálgica, como se o tempo deixasse de ser uma barreira plausível e passasse a ser apenas um detalhe diante da necessidade humana de se conectar com alguém que nos entende.
A história fala sim sobre amor — mas não aquele idealizado e perfeito que muitas vezes buscamos.

Aqui, o amor aparece cheio de dúvidas, timing errado, desencontros e acertos inesperados da vida. Yong e Moo-nee não vivem apenas a possibilidade de um sentimento entre eles, mas também lidam com suas próprias histórias e relações em seus respectivos tempos, o que torna tudo mais real e, ao mesmo tempo, mais doloroso.
Leia mais:
A relação entre os dois cresce aos poucos, conforme as conversas via rádio acontecem e os laços se estreitam. O que parecia ser apenas mais um romance ganha força ao mostrar como algumas pessoas entram nas nossas vidas no momento exato, mesmo que isso não faça sentido lógico. Tipo o Harry à beira do lago em “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”, salvando a si mesmo dos dementadores e é confuso, mas ao mesmo tempo inevitável.

Existe uma melancolia suave que atravessa toda a história. Ela não pesa, mas permanece ali, constante — como observar uma pintura triste e, ainda assim, se sentir tocado por ela.
No fim, Ditto entrega mais do que um romance com elemento fantástico: é uma reflexão sobre tempo, escolhas e conexões. Sobre confiar em si mesmo, nas próprias decisões e aceitar que nem todo encontro acontece da forma ou no tempo que a gente gostaria.
Ditto: Conexões do Amor, o longa-metragem de Seo Eun-young, é um lançamento da Sato Company, já nos cinemas do Brasil.
Gostou? Comente aqui e aproveite para seguir a gente no Instagram
Luah Marquezini
Oi, eu sou a Luah! Galaxy Defender desde criancinha e ARMY. Por aqui escrevo sobre KPOP mas também adoro meter meu bedelho nos assuntos pop com glitter. Também sou tatuadora e sei um monte sobre várias coisas aleatórias, conhecimento nunca é demais :)
