- por Luah Marquezini
Oi Astronauta, se você caiu aqui agora, respira fundo.
O BTS voltou. E não foi só um comeback qualquer, foi daqueles que atravessam a gente. Depois do hiato, ouvir essas vozes juntas de novo não é só música… é reencontro.
E é justamente nesse clima que nasce Arirang. Então, vem ARIRANGAR com a gente.
Além de lançar o novo álbum, eles literalmente tomaram conta do mundo com uma sequência de ações de promoção. Teve o lançamento do MV de Swim — carro-chefe de Arirang — minutos depois da estreia do álbum, um show histórico e gratuito na Praça de Gwanghwamun (transmitido ao vivo pela Netflix), além de uma entrevista exclusiva no Apple Music conduzida por Zane Lowe.

E não parou por aí: ainda teve vídeo promocional de Swim, Behind The Scenes do photoshoot do álbum, lançamento de uma nova ARMY Bomb e até um documentário pela Netflix com estreia marcada para o dia 27 de março.
É muita coisa e, ao mesmo tempo, tudo faz sentido. Porque isso aqui não é só um comeback. É um evento 💜
E tem um detalhe importante: esse comeback também carrega um peso cultural gigante. Referências, sonoridades e essa conexão com o tradicional, tipo o espírito de Arirang, que fala de saudade, travessia e pertencimento, tudo isso parece ecoar aqui de alguma forma. Não é só sobre voltar. É sobre quem eles são e de onde vieram.
Lulu comenta: faixa a faixa
Virou 1:00 da manhã e eu já estava com meus fones ouvindo e anotando minhas considerações sobre o álbum. Coloque seu fone, dê play em ARIRANG comigo e comente faixa por faixa, do jeito mais sincero possível:
Body to Body
ARREPIADA desde o primeiro acorde. Cada line é um choro diferente, um abraço de saudade. Ouvir eles de novo depois do hiato é um presente gigante. Já começamos chorando — e que começo bom.
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Hooligan
Logo de cara, PESADA. Hit, inegável. Não tem como não começar gritando. Desumano lançar isso 1h da manhã, principalmente porque eu não posso berrar tudo que eu queria. É aquele tipo de música que te atropela e você nem sabe explicar depois. Só sente.
Aliens
EU VOU GRITAR NOS 3 PRIMEIROS SEGUNDOS DE TODAS? Essa aqui tem uma vibe perigosa. A voz do V faz você sentir coisas… Pesada DEMAIS! E tem beat, flow, melody, rap, falsete… tem tudo. É absurdo.
FYA
Isso ao vivo vai ser coisa de maluco. Ninguém vai sair são. Eles estão viajando MUITO bem aqui. Vocais perfeitos, arranjos incríveis. E tem mais: o jeito que a música passeia por vários gêneros, leve e poderosa ao mesmo tempo? GIGANTE. Essa finalização então… GIGANTESCO, apenas.

2.0
E aí, sentindo a energia , se você viveu época do Hip Hop lá por 2009, isso aqui bate forte. Dá vontade de sair dançando no meio da casa. É nostálgica e atual ao mesmo tempo. E o RM… sem comentários. Até aqui, inclusive, esse álbum é forte, denso e agitado. Inexplicável — tem que ouvir pra sentir.
No 29
Uma pausa necessária. No começo achei que minha internet tinha caído, fiquei voltado a música até que entendi ouvindo o ruído do mar. Não era é só um interlude, uma faixa. É uma imersão completa. Dá aquela sensação de “respira, bebe uma água”. Porque até aqui, foi só pancada emocional. Saudade, orgulho, alegria… muita coisa pra processar de uma vez.
E aí você percebe: a próxima é Swim. Ou seja… imersão total. GÊNIOS.
Swim
Simplesmente lindo. Essa música tem uma vibe surreal, e o momento de imersão é fundamental pro evoluir da música. O Jungkook aqui… sem condições nenhuma. E o V harmonizando? Parece arte. Esse álbum é MUITO sensorial, dá pra sentir tudo. Eles entregaram mais do que eu imaginava. OBRA DE ARTE, essa música deveria ser exposta no Louvre.

Merry Go Round
💔 Diferente. Muito bonito. E o mais doido é que não dá pra separar e não é “a cara de um ou de outro”. É deles. Todos. Eles são o som. Isso aqui tá lindo demais. O mais bonito é que até aqui, você consegue ver cada um brilhar em TODAS as faixas, sem sobrepor, sem destoar. Perfeito.
Normal
Cada estrofe é um grito maior que o outro. Me pegou de um jeito pessoal mesmo. Tipo lembrar de quem eu fui e quem eu sou agora. É emoção de verdade. É uma viagem ao passado e um convite ao futuro do BTS, a letra bate forte, como army a gente entende o que eles querem dizer. E o coração aperta junto com essa angústia de normalizar o que na real, não era pra ser normal.
Like Animals
Na sequência, Like Animals. Intensa. Um aperto no peito que ao mesmo tempo emociona. Difícil explicar, mas bate forte. Muito, muito foda. Por isso, agora faz todo o sentido ser a favorita do Suga. É visceral.

They Don’t Know About Us
Sem comentários comportados aqui. Só digo: eles sabem MUITO bem o que estão fazendo.
One More Night
Gostosinha. Sensual. Dá pra imaginar perfeitamente a coreografia — e já sei que vai ser um caos.
Please
Tensa. MUITO tensa. 👀 Tão querendo e tão sabendo pedir.
Into the Sun
Aquela sensação de fim de tarde, voltando pra casa… confortável. Solzinho no painel do carro, depois de uma viagem ótima, mozão do lado. E aí vem o refrão e quebra tudo. Eu chorei. De verdade.
MV de SWIM
Como se já não fosse suficiente estarmos respirando com ajuda de aparelhos depois da pedrada que é esse álbum, eles ainda entregam o MV de Swim.
O clipe é estrelado por Lili Reinhart (sim, a nossa eterna Betty de Riverdale, ou a Natalie de Como Seria Se?), e é simplesmente… lindo. Mas não é só bonito, é artístico de um jeito que prende.
A estética constrói um romance profundo, quase silencioso, cheio de detalhes que parecem sussurrar significados: a capa do livro dela, o mapa que o Namjoon analisa, o nome do barco, a bandeira… tudo ali parece colocado com intenção. É o tipo de clipe que você termina e já quer voltar pra caçar cada easter egg. Pra mim, vai muito além da letra (que já é visceral por si só). Existe uma saudade implícita o tempo inteiro.
Porque, no fim, é sobre presença sem toque.
É sobre, ainda assim, sentir alguém mesmo na ausência.
Sobre, ao mesmo tempo, aquela vontade contraditória de afundar — quase abraçar o vazio — e se jogar rumo ao desconhecido.
E talvez seja por isso que é bonito porque dói. E dói porque é real.
Eu poderia passar a vida inteira assistindo vocês.
Conclusão (ou: eu emocionalmente destruída)
Obrigada, BTS.
Um dia eu ouvi dizer que não é a gente que procura conhecer o BTS, eles te encontram quando você mais precisa. Fazem uns anos que esbarrei neles, na época não enxerguei. Hoje, a vida deu um jeito de me trazer até vocês, mesmo quando eu nem parecia o tipo de pessoa que ia parar aqui. E hoje… eu me sinto fã de novo. E não tem nada melhor do que isso.

E ARIRANG é sobre amor, auto-conhecimento, sobre saudade. Sobre voltar pra onde você nunca deveria ter saído. Sejam bem-vindos novamente meu, nosso OT7! Vocês conquistaram o mundo — e eu tô muito feliz de estar aqui pra ver isso.
Por favor, se você ainda não assistiu ao comeback não espere mais. Vá assistir agora no Netflix, já aproveita pra atualizar seu ícone com a foto do seu bias. Já atualizei pro Jungkook o meu!
Agora, um recado importante:
Se você leu até aqui…
👉 vai streamar.
👉 vai dar replay.
👉 vai valorizar esse comeback como ele merece.
Porque isso aqui não é só um álbum. É história sendo escrita — e a gente faz parte disso 💜
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Câmbio e desligo!
Luah Marquezini
Oi, eu sou a Luah! Galaxy Defender desde criancinha e ARMY. Por aqui escrevo sobre KPOP mas também adoro meter meu bedelho nos assuntos pop com glitter. Também sou tatuadora e sei um monte sobre várias coisas aleatórias, conhecimento nunca é demais :)
