- por Luah Marquezini
De Hongdae ao Coachella, 7 anos de carreira e o poder de acreditar
Ei Astronautas, aumentem o volume pois o The Rose: Come Back to Me não é só um documentário sobre uma banda. É um registro sobre processo, sobre acreditar quando tudo parece frágil demais para continuar e, principalmente, sobre amizade.
A história do The Rose começa em Hongdae, nas ruas de Seul, tocando para quem quisesse parar, ouvir e sentir. Sete anos depois, eles estão no Coachella 2024, um dos maiores palcos do mundo, com milhares de fãs cantando suas músicas a plenos pulmões. O contraste é gigante e é exatamente isso que torna tudo tão bonito.
O grupo é formado por Woosung (Sammy), Dojoon (Leo) , Hajoon (Dylan) e Taegyeom (Jeff) . Quatro músicos, quatro trajetórias diferentes, mas uma conexão que vai muito além da indústria.

Sammy, o nosso menino da América do Norte, já tinha passado pelo K-Pop Star, um reality no estilo American Idol, onde ficou em terceiro lugar. Não ganhou o programa, mas ali já dava pra perceber algo que nunca saiu dele: a vulnerabilidade. No documentário, Woosung se abre sobre um período muito delicado da sua vida. Depois de uma cirurgia, ele foi obrigado a se afastar do futebol, algo que fazia parte de quem ele era, e isso o levou a um quadro depressivo. A música foi o que o salvou. Ele fala sobre família, sobre dor, sobre se encontrar de novo através da arte e isso aparece claramente nas letras que ele escreve.
Taegyeom (Dojoon) também fala abertamente sobre saúde mental. Ele compartilha seus momentos mais difíceis, a depressão, as inseguranças e o medo constante de tudo desmoronar. É impossível não se identificar em algum nível. O documentário não romantiza esse processo, mas mostra como continuar, mesmo com medo, também é um ato de coragem.
Leo (Jaehyeong) sempre quis ser idol. Desde muito pequeno, ele já sonhava com esse caminho e chegou até a fazer testes de dança. Sua relação com a música vem muito do pai, que o apresentou a esse universo e sempre incentivou seu talento. Mesmo quando a ideia de “idol” deixou de fazer sentido, o amor pela música nunca mudou.
Hajoon aparece como aquela base silenciosa, mas essencial. O documentário deixa claro que cada um carrega um peso diferente, mas todos estavam tentando proteger a mesma coisa: o The Rose.

O filme aborda temas difíceis sem rodeios: conflitos contratuais, o alistamento militar, o medo real de que tudo simplesmente acabasse e, em um dos momentos mais delicados, a própria empresa tentando separá-los. O processo da música “I’m Sorry” é especialmente doloroso de assistir — confesso que quase chorei. Dá vontade de abraçar e dizer: viu só? deu tudo certo.
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E talvez o ponto mais importante seja entender que ser músico vai muito além da indústria idol. Para o The Rose, o K-pop sempre foi pequeno demais. Grandes artistas costumam romper caixas, e eles vêm fazendo isso há sete anos. Dos covers em estúdios pequenos às apresentações nas ruas de Hongdae, nasceu não só uma banda, mas uma amizade real. O que começou como uma dupla de bateria e baixo se transformou no The Rose que conhecemos hoje.

Desde o primeiro acorde tocado juntos no mesmo estúdio, eles já sabiam: era isso.
O The Rose só é o sucesso que é porque escolheu ser autêntico, fiel à própria arte e leal entre si. Como diz o ditado popular do meu país twitter “se subirmos a montanha juntos, só desceremos juntos”. Foi esse tipo de decisão que uniu o grupo e manteve tudo de pé nos momentos mais difíceis.
The Rose: Come Back To Me é dirigido por Eugene Yi e chega aos cinemas do Brasil no dia 14 de fevereiro, pela Sato Company. Um documentário sobre música, sim — mas principalmente sobre acreditar. Porque, no fim das contas, acreditar foi o caminho.
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Luah Marquezini
Oi, eu sou a Luah! Galaxy Defender desde criancinha e ARMY. Por aqui escrevo sobre KPOP mas também adoro meter meu bedelho nos assuntos pop com glitter. Também sou tatuadora e sei um monte sobre várias coisas aleatórias, conhecimento nunca é demais :)
