Review | Infinite Icon: Uma Memória Visual

Review | Infinite Icon: Uma Memória Visual

Alô, Alô Astronautas vim falar dela: Paris.
Da França? Não.

Quando eu leio esse nome, só uma coisa vem automaticamente na minha cabeça:
“THAT’S HOOOT!” 🔥

Sim, a mais mais Paris Hilton resolveu abrir o coração em seu novo documentário distribuído pela Sato Company “INFINITE ICON: UMA MEMÓRIA VISUAL.”. E não, não é só mais um comeback — é memória, trauma, música alta e um dedo médio elegante pra crítica.

Eu sempre acompanhei esse mundinho cor-de-rosa macadâmia, tutti-frutti, e dentro da minha bolha Paris sempre foi rainha. Mesmo quando ninguém levava ela a sério. Principalmente quando ninguém levava.

Foto/ Reprodução : Sato Company e Paper Magazine

A personagem que o mundo engoliu

Por muito tempo, Paris foi tratada como uma caricatura: a loira rica, sonsinha, “burrinha”, sempre em personagem. E ela sabia disso. Ela não entrava em personagem com quem estava ao redor, mas com o mundo, sim. Era estratégia de sobrevivência. A mídia queria isso e convenhamos que ela entregou. Só que por trás do baby voice existia uma adolescente enviada para um reformatório abusivo, onde sofreu violência, trauma e até uma lesão na coluna. Um passado que ela só conseguiu nomear anos depois. Trauma não combina com gloss, mas coexiste com ele.

Foto/ Reprodução : Sato Company

A música como fuga (e salvação)

No documentário, Paris deixa claro muitas e muitas vezes: a música salvou a vida dela. Depois de sair da escola (o tal reformatório mencionado anteriormente), o que restou foi a pista de dança. O clube. A comunidade. O lugar onde ela se sentia viva. Em 2006, ela lança seu primeiro álbum, Paris.

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O sonho? Ser famosa cantando — não só sendo famosa. “Stars Are Blind” vira o hit inesperado. Um verdadeiro breakout song. Mesmo assim, ninguém acreditou nela e convenhamos, na época era sujeito a paulada qualquer um que dissesse que a música dela era boa. Era moda odiar Paris Hilton.

Foto/ Reprodução : Sato Company

20 anos depois: ela simplesmente não liga

Duas décadas depois de ser massacrada por tentar cantar, Paris Hilton ignora solenemente pra crítica e lança seu segundo álbum de estúdio. Porque o sonho ainda é o mesmo. Ela chama isso de maturidade, me dou a liberdade poética de chamar de autoestima milionária bem trabalhada.

Welcome to the Bad Bitch Academy”, amor. É assim que diva pop faz

Enquanto realizava shows nas buatchy, a casa dela pegava fogo. Infelizmente, de forma literal. E mesmo assim, em cacos, ela seguiu.

Vídeo/ Reprodução : Sato Company

Pra ser sincera de verdade, meu primeiro pensamento vendo ela performar foi “Nossa, que viagem no tempo, me levou direto pra 2016 no bubu com bebida!” Só quem viveu a época vai pegar a referência, dá até um arrepio. MAS (e sempre tem um mas), pra não cancelar a artista de uma vez, tem uma pérola no meio do caos: ‘Chase Your Love’, com a Meghan Trainor, é bem gostosinha de ouvir.

No fim das contas, o que importa mesmo é a pessoa ser feliz do jeito que é. Se eu tivesse o tempo, a grana e o trauma literalmente não resolvido que ela tem, provavelmente estaria lá fazendo a mesma coisa, sem pudor nenhum.

Foto/ Reprodução : Sato Company

Conclusão nada imparcial e definitivamente inconclusiva

Eu amo. AMO!

Amo a coragem, amo o exagero, amo o pop levemente duvidoso bem produzido, amo o fato de Paris Hilton existir exatamente como ela é: contraditória, problemática, resiliente e absolutamente icônica e cor-de-rosa.

Ela não quer mais ser personagem.
Ela quer ser real, falar da vida real, falar do marido Carter e o quanto ele é maravilhoso pra ela, quer falar dos dois bebês fofos dela, que além de cantora, a gata é mãe, da música, da memória.

Foto/Reprodução: Axelle/Bauer-Griffin//Getty Images

E sinceramente? Deixa a patricinha quieta fazendo as coisas de patricinha dela.

💖 EU AMOOOOOOOO ISSO TUDO!

E se você for como eu e A-DO-RA acompanhar essa galera. o filme estreia hoje (29/01) aqui no Brasil. Corre assistir MAS não esquece o gloss na capinha do celular DIVA!

Beijinho Beijinho e até a próxima viagem!


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Luah Marquezini

Oi, eu sou a Luah! Galaxy Defender desde criancinha e ARMY. Por aqui escrevo sobre KPOP mas também adoro meter meu bedelho nos assuntos pop com glitter. Também sou tatuadora e sei um monte sobre várias coisas aleatórias, conhecimento nunca é demais :)

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