Review | Da Magia À Sedução 2: Feitiço de Amor

Review | Da Magia À Sedução 2: Feitiço de Amor

Em geral, eu sou bem inimiga das sequências. Especialmente se for uma sequência que não é necessária, de um filme que eu já amo e que tinha um final fechadinho. E a maioria das sequências lançadas nos últimos anos tem mais carinha de “vamos apostar na nostalgia para trazer isso de volta” do que de “ainda temos uma história complementar para contar” (estou olhando para você, Abracadabra 2). Isso não é necessariamente ruim, até funciona para mim, mas não vai ser arrebatador.

Então, obviamente, eu fui assistir a Da Magia à Sedução 2: Feitiço de Amor com um pouquinho de cautela. Até porque eu fiz a minha lição de casa: reassisti ao primeiro filme para lembrar direitinho dos detalhes, para além da memória afetiva.

E depois de tudo isso, posso dizer que saí do cinema completamente encantada. Eles não fizeram uma sequência, fizeram uma obra de arte!! Saí com a sensação de que deram um jeito de melhorar o primeiro sem precisar nem mexer nele.

Os dois filmes conversam entre si, mas (felizmente) Da Magia à Sedução 2: Feitiço de Amor não tenta corrigir ou alterar o que veio antes. O filme pega tudo aquilo que conhecemos e amamos e continua a história quase de onde paramos no primeiro.

Já no começo, descobrimos que a maldição não foi realmente quebrada, porque o Gary, o segundo marido da Sally, também morreu. A partir daí, acompanhamos as três gerações de mulheres Owens: as tias Frannie e Jet (queridíssimas), Sally e Gillian, e as filhas da Sal, Antonia e Kylie.

O mais importante continua sendo a relação entre Sally e Gillian. A irmandade das duas, assim como a das tias e das filhas, continua sendo o coração do filme. Para quem tem uma irmã com quem se dá bem, é impossível não se reconhecer em vários momentos. Elas têm aquela intimidade que vem com diferenças e implicâncias, mas também com muito amor.

Foto/Reprodução: © 2026 Warner Bros. Entertainment

Sandra Bullock e Nicole Kidman estão simplesmente fantásticas. E acho que a Nicole, especialmente, ganhou ainda mais espaço para brilhar dessa vez. No primeiro filme, Gillian passa boa parte da história presa à trama do relacionamento abusivo ou (ainda conta como spoiler?) possuída. Aqui, sem esse peso, podemos nos aprofundar mais na Gil. Ela é a tia descolada, excêntrica, impulsiva e divertida, que se dá superbem com as sobrinhas e é adorada por elas.

Eu achei até engraçado o quanto a Nicole invade o espaço pessoal da Sandra quase o tempo todo durante o filme. É algo que funciona exclusivamente porque você acredita na intimidade das duas. Ali, elas são Sally e Gillian, e a conexão entre elas é indiscutível.

As novas personagens, Kylie (Joey King) e Antonia (Maisie Williams), também funcionam bem. O destaque fica mais para a Kylie, enquanto a Antonia acaba tendo menos espaço para desenvolver a própria história. Ela está ali mais como apoio para a irmã, e eu teria gostado de acompanhar mais detalhadamente a vida e as relações dela também. Quem sabe, em um Da Magia à Sedução 3. Ainda assim, é tempo suficiente para perceber que a relação entre as duas também é fabulosa, apesar de serem bem diferentes entre si.

A magia continua tendo aquele charme cotidiano do primeiro. Ela faz parte da vida das personagens, mas não é o cerne da história. Inclusive, as cenas que me fizeram pensar “que bom que eu vim ver esse filme!” nem foram sobre magia. O que me pegou de jeito mesmo foi acompanhar as 3 gerações e conseguir sentir o amor entre elas. Frannie e Jet, Sal e Gil e Kylie e Antonia, não só em seus paralelos, mas na família como um todo.

Porque embora muito do filme gire em torno de amor romântico, o coração de Da Magia à Sedução sempre foi outro. É uma história sobre irmandade, sororidade, laço familiar e mulheres encontrando força umas nas outras.

E falando em amor romântico, eu perdi toda a capacidade de ser imparcial porque enfiaram o Lee Pace no filme, como o professor Ian Wright. Eu sou completamente apaixonada por ele desde Pushing Daisies e não existe absolutamente nada que ele faça que eu não ache maravilhoso. Portanto, meu parecer é que o Prof. Ian é lindo, charmoso, querido, perfeito e simplesmente um sonho.

Também preciso dar um destaque para o Gideon (Xolo Maridueña), interesse amoroso da Kylie, que é uma gracinha absoluta. Pensa num personagem que dá vontade de levar para casa, de tão adorável.

Leia também:

O humor funciona muito bem. Eu ri alto em algumas cenas, e a Nicole Kidman está praticamente encarregada de boa parte das situações cômicas. As tias também têm seus momentos, e a Sandra Bullock é maravilhosa nesse sentido. Eu sou muito apaixonada por essa mulher. Ô bicha linda!

No que diz respeito à nostalgia, o “my blood, your blood, our blood” aparece mais de uma vez; acontecimentos do primeiro filme são mencionados como lembranças e tudo funciona porque são, de fato, coisas que aconteceram na vida dessas personagens. O tom da Sally de falar a verdade de um jeito que parece sarcasmo também continua ali, e esses momentos nostálgicos me pareceram bem orgânicos no filme.

O único pequeno porém é o ritmo. O filme tem quase duas horas e passou voando para mim. Ao mesmo tempo, algumas coisas passaram voando até demais. Em alguns momentos, eu queria que as situações tivessem sido um pouquinho mais desenvolvidas. Nada que prejudique a história, mas eu não reclamaria de mais alguns minutinhos aqui e ali.

Como parecer final, senti que Da Magia à Sedução 2: Feitiço de Amor fez jus ao primeiro filme. Então, se você ama o primeiro, vá. Se você não conhece (ou não estava viva quando saiu, sei lá), assista antes e depois vá. E se você está, assim como eu, com um pouquinho de receio, espero que você também saia do cinema com vontade de rever o filme antes mesmo de os créditos terminarem de subir.

O filme estreou ontem nos cinemas em todo o Brasil e você pode conferir o trailer aqui:

Consegui te convencer a assistir ao filme? Me conte aqui nos comentários e siga a gente lá no Instagram!

Dani Goldenberg

Sou formada em Letras e passei 9 anos trabalhando em escolas, mas fugi para o marketing, então agora sou gerente de projetos, o que geralmente significa "babá de adultos". Meu quarto tem livros demais e eu tenho esperança de que um dia vou ler todos. O dinheiro que não vai para eles costuma virar ingresso de show, viagens, comida boa e qualquer coisa relacionada a gatos. Minha vibe é 50% gótica e 50% princesa do glitter, estou aprendendo a ler tarot e sou uma cantora de chuveiro extremamente dedicada. Minha personalidade foi moldada por filmes dos anos 2000, Disney Channel e pelos livros da Meg Cabot, especialmente A Mediadora. Meu traço tóxico é discutir com pessoas que eu conheço para defender pessoas que eu não conheço, então fica o aviso: nunca fale mal da Pink perto de mim.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Voltar ao Topo