
Mais um ano indo para o Anime Friends e, dessa vez, com uma mudança importante: foi a primeira edição organizada pelo Omelete, que agora é o responsável pelo evento (junto com a Maru Division). E aí, foi bom? Fizeram um bom trabalho? Sim. Em geral, eu gostei bastante. Teve show bom, stand legal, transporte eficiente e aquele clima que só o Anime Friends tem. Se você quer saber como foi essa edição — dos destaques no palco às mini Copics no bolso — vem comigo.
O sábado teve um dos pontos altos da edição: o show das meninas do Scandal. Com presença de palco, energia lá em cima e uma sintonia impressionante, elas conquistaram o público e, sinceramente, podiam seguir os passos do Flow e virar atração fixa. Aliás, sim, o Flow esteve presente de novo — já podem comprar casa no Brasil e tirar CPF, porque estão sempre aqui, e a gente continua amando. No domingo, tivemos pela primeira vez o grupo visual kei Nightmare. Foi um show bem bacana, e ver o meio metro do Yomi, vocalista da banda, cantando as pedradas — incluindo a abertura de Death Note — foi incrível. Na quinta-feira, se apresentou o grupo de K-pop Big Ocean, formado por idols com deficiência auditiva — um grupo revolucionário que levou ao palco uma performance bonita, representativa e que foi bastante aplaudida pelo público.

Um dos grandes acertos da edição foi o transporte. Rápido e organizado, todos os dias que fui o translado funcionou super bem. Mesmo em horário de pico, gastei pouquíssimo tempo na fila. Isso realmente faz diferença na experiência de quem passa o dia inteiro em pé. Chegar e sair do evento sem estresse já melhora 50% da jornada.
Como sempre, o coração do Anime Friends foi o Artist Alley. É lá que o evento pulsa com mais força: artistas incríveis, variedade de estilos, prints, adesivos, chaveiros, pôsteres, quadrinhos autorais — é impossível não sair com algo na sacola (e no coração). Passei boa parte do tempo ali, conversando com artistas, comprando coisinhas e me encantando (e rindo) com o que estava exposto. É ali que você sente que está em uma comunidade viva.
Outro espaço que me prendeu foi o stand da Copic. Eles estavam com uma ativação em que, ao participar, você ganhava um chaveiro de mini Copic — e sim, era tão lindinho quanto parece. Comprei também alguns marcadores, já que os preços no evento costumam ser melhores do que os do online. E sigo aguardando o dia em que tragam mais materiais da marca, especialmente os livros.

Um detalhe que me deixou triste foi o Mupy, que dessa vez ficou alocado num cantinho, meio apagado. Quem frequenta o evento há anos sabe: era tradição sair de lá com sacolas e sacolas de Mupy. Era parte da experiência. Ver ele tão escondido deixou aquele gostinho agridoce — literalmente.
Sobre as ativações em geral: tinham várias boas ideias, como a Academia de Dublagem Omelete Z, onde você podia experimentar como é ser dublador — o que faz total sentido com o perfil do público, que valoriza muito a dublagem brasileira. Mas para quem vai todos os dias, senti que faltou variedade. O espaço tem potencial para mais interações, principalmente pra manter a experiência interessante ao longo dos quatro dias.
Em relação às compras, foi positivo. Encontrei vários itens com preços menores do que online, mas é preciso garimpar. Não dá pra parar no primeiro stand. Tem que andar, comparar, ver promoções, calcular frete em potencial… quem faz isso direitinho consegue ótimos achados.

Participei também de uma coletiva com a Kamui Cosplay, que falou sobre o processo criativo, deu dicas técnicas e relembrou que, no fim, a ideia é se divertir. Saí inspirada. Quem sabe ano que vem não vou de Kiki dos Studios Ghibli?
E o mais especial: Anime Friends é sempre um lugar de reencontros. Tenho amigos que só vejo lá, meus amigos anuais. É bom demais encontrar essa galera, trocar figurinhas, rir, andar juntos pelo evento. Esses momentos valem tanto quanto qualquer atração.
No geral, o Anime Friends 2025 foi um evento legal. Teve seus pontos fortes, seus deslizes, mas manteve aquilo que torna o evento querido: o senso de comunidade. Agora, encerrando com o pedido de todo ano: TRAGAM A LISA. A gente já implorou, já pediu, já sonhou. Tem criança latindo e cachorro chorando de desespero por essa mulher. Não é mais um desejo. É uma necessidade nacional!! Por favor Omelete e Maru Divison façam isso acontecer.
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Nathalia Souza
Artista, tradutora, animadora, programadora e ainda com formação em mecâtronica e marketing, sou uma menina que não sabe bem o que quer da vida. Emo de carteirinha, vivo indo em shows e eventos para aumentar minha coleção de memórias. Vivo no mundo da lua, e talvez seja por isso que me considero astronauta.