- por Eu, Astronauta
O Monsters of Rock 2026, realizado no Allianz Parque, foi, antes de qualquer coisa, uma experiência física. Calor intenso, daquele nível em que o suor literalmente pinga e você sente o couro cabeludo esquentando. Era um teste de resistência, mas também parte do clima de um festival desse porte.
Eu não consegui assistir ao primeiro show, do Jayler, então minha experiência começa a partir de Dirty Honey, que mesmo sem eu conhecer muito bem, cumpriu bem o papel de aquecer o público, com simpatia e uma energia que funcionou ao vivo, mesmo não sendo algo que eu escutaria no dia a dia. Mesmo sem conhecer muito da banda, achei uma boa abertura. Eles foram simpáticos, animaram o público e conseguiram criar um clima leve logo no início do festival. Não é exatamente o tipo de som que eu escuto no dia a dia, mas funcionou bem ao vivo — e isso é o que importa em um festival.

Na sequência, Yngwie Malmsteen (admito que tenho muita dificuldade em escrever e pronunciar o nome dele) trouxe um momento de admiração técnica, mas também certo estranhamento. Ele é um guitarrista absurdo, saí do show com vontade real de aprender a tocar, mas a apresentação pareceu um pouco deslocada no line-up. As músicas longas, instrumentais e com pouca interação fizeram o show soar mais como uma demonstração de habilidade do que como um espetáculo pensado para aquele público. Já Halestorm foi um dos grandes destaques do dia, com Lzzy Hale dominando completamente o palco, muita presença, carisma e técnica vocal impressionante, com drives e variações que chamaram atenção, além de ser a única mulher no line-up, o que torna tudo ainda mais marcante. E claro, realizei meu sonho de criança vendo essa mulher ao vivo.
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Entre o Halestorm e o Extreme, começou a chover, o que acabou sendo um alívio depois do calor absurdo, quase um respiro coletivo, mas de forma quase simbólica a chuva parou poucos minutos depois do início do show. O Extreme já entrou com energia lá em cima e quando tocaram “More Than Words” virou aquele momento clássico de festival, com todo mundo cantando junto. Depois, Lynyrd Skynyrd trouxe uma carga emocional muito forte, com o público completamente entregue, cantando em coro “Simple Man”, “Free Bird” e “Sweet Home Alabama”, enquanto Johnny Van Zant demonstrava o quanto estava feliz no palco, sempre sorrindo e conectado com a plateia.
E então, Guns N’ Roses. Eu fui sem grandes expectativas no Axl Rose ao vivo porque muita gente me falou que ele cantava mal, mas ainda bem que ignorei, porque ele entregou muito vocal, com presença de palco, energia e carisma, ocupando o espaço o tempo todo. E o público ficou completamente doido, principalmente quando eles tocarem “Bad Apples”, acredito que faz uns 20 anos que a banda não toca ao vivo.

Mas o festival não se resumiu aos shows. O telão foi facilmente um dos melhores que já vi, gigante e curvado, permitindo uma visão excelente de praticamente qualquer ponto, até mesmo nas laterais. As ativações também fizeram diferença, com espaços para fotos, com direito a estande da Canon com impressão de fotos na hora. Logo na entrada, ainda tinha a bandana da JBL no estilo do Axl Rose, o que ajudava a colocar todo mundo no clima. E uma das melhores surpresas foi a área de descanso, localizada nas laterais do estádio, atrás do palco, que além de ser essencial para recuperar as energias, ainda permitia ver um pouco dos bastidores, o que trazia uma perspectiva diferente e bem interessante entre os shows.
No fim, mesmo com o calor intenso e a chuva em alguns momentos, foi uma experiência completa. Não foi só sobre assistir aos shows, foi sobre viver o festival em todos os detalhes e sair de lá exausta, suada, mas com a sensação de que valeu muito a pena.
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Eu, Astronauta
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