- por Nathalia Souza
A Gamescom Latam 2026 não parece só mais uma edição maior — parece uma virada de chave. Dá para sentir que o evento está deixando de ser “uma versão latino-americana de algo global” para virar, de fato, um ponto relevante no calendário internacional de games.
E isso aparece em tudo: na estrutura, nas empresas confirmadas e, principalmente, na forma como a experiência está sendo pensada.
A edição acontece entre 30 de abril e 3 de maio de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo, com um Preview Day no dia 29 voltado para imprensa e convidados.
Os ingressos podem ser adquiridos no site do Mundo Ticket com valores a partir:
- Quinta e sexta: a partir de R$ 79 (meia)
- Sábado e domingo: a partir de R$ 99 (meia)
- Pacote para os quatro dias com desconto
Mas o que chama atenção mesmo são os ingressos mais completos, como o Deluxe, que incluem entrada antecipada, menos filas e acesso a experiências mais disputadas. Além disso, o Start Pro é uma adição interessante: ele abre um pedaço do lado “indústria” para o público comum. Não é algo revolucionário, mas mostra um movimento claro de aproximar quem joga de quem faz os jogos.
A divisão em áreas (Hero, Open, Shadow e Neo) pode parecer só estética à primeira vista, mas resolve um problema real: eventos grandes demais acabam ficando caóticos. Aqui, a ideia é que você escolha que tipo de experiência quer ter desde grandes lançamentos até jogos mais experimentais. Mais do que organização, isso mostra uma intenção: transformar a visita em uma jornada, não só em um passeio.

A presença de empresas como Sony Interactive Entertainment, Microsoft, Blizzard Entertainment, Riot Games e Krafton não é exatamente uma surpresa, mas o peso disso continua sendo grande. O ponto não é só “quem está indo”, mas o que essas empresas estão dispostas a trazer. Nos últimos anos, eventos no Brasil começaram a receber conteúdos mais relevantes (e não só versões reduzidas do que aparece lá fora).
Alguns exemplos já ajudam a entender o nível: a Riot Games, por exemplo, confirmou um estande imersivo focado no universo de Runeterra, com testes de jogos, mini torneios e interação com o público. É o tipo de iniciativa que indica um investimento maior em experiência e não só exposição.
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Além das empresas, o evento também já começou a confirmar convidados. Um dos principais nomes é Brendan Greene, criador de PUBG, que participa da programação como convidado internacional. No lado da comunidade, também estão confirmados grupos e criadores como o Creative Squad e o projeto Arkanis, mostrando que o evento continua apostando forte na conexão com o público brasileiro. Mesmo com alguns nomes já divulgados, a lista ainda não está fechada, então, fiquem atentos!!
Se tem uma tendência clara, é essa: eventos de games estão deixando de ser só lugares para jogar e virando experiências completas. E isso já começa a aparecer. Um exemplo é o tipo de estande que algumas empresas estão preparando, mais imersivo, mais interativo, mais pensado para engajar do que apenas mostrar. No fim, a pergunta não é mais “quais jogos vão estar lá?”, mas:
“como vai ser viver esses jogos dentro do evento?”
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Nathalia Souza
Artista, tradutora, animadora, programadora e ainda com formação em mecâtronica e marketing, sou uma menina que não sabe bem o que quer da vida. Emo de carteirinha, vivo indo em shows e eventos para aumentar minha coleção de memórias. Vivo no mundo da lua, e talvez seja por isso que me considero astronauta.
