Review | Condição Artificial

Review | Condição Artificial

Nosso robô-assassino-sarcástico, viciado em séries e totalmente sem paciência para humanos inconvenientes está de volta em Condição Artificial! Desta vez, ele resolve investigar um passado misterioso — aquele mesmo em que supostamente matou dezenas de pessoas sob sua guarda — e, claro, quer fazer isso no seu tempo livre, maratonando suas intermináveis séries.

Episódios, sarcasmo e um pé-no-saco

Depois de hackear sua própria programação e conquistar liberdade no primeiro livro, nosso robô assassino decide ir atrás de respostas do passado, enquanto tenta não se envolver, mas é óbvio que isso nunca acontece — era melhor ter se escondido e curtido as séries.

Foto/Reprodução: Eu, Astronauta. Trecho do livro Inteligência Artificial (Editora Aleph)

Enquanto isso, TED um “Transporte Exploratório Desgraçado” surge como uma nova companhia para nosso protagonista, mesmo ele resmungando e evitando contato como se fosse contagioso. O resultado? Nós ganhamos uma dupla dinâmica no estilo buddy-cop robótico, com direito a muitos diálogos mordazes, cheios de ironia e trocas cômicas constantes, amém!

Foto/Reprodução: Eu, Astronauta. Trecho do livro Inteligência Artificial (Editora Aleph)

Agora o humor sarcástico é elevado ao quadrado, enquanto ele tenta se misturar com humanos — e aprender a suspirar para parecer mais “natural”.

Respostas que o “Chat” não tem

Como nem tudo está disponível para baixar dos servidores pela internet afora, a missão principal do livro é descobrir o que realmente aconteceu no tal incidente de RaviHyral e talvez aliviar os circuitos do nosso robô assassino. Mas, obviamente, enquanto investiga o passado, nosso protagonista enfrenta mais humanos fazendo burradas que ele precisa consertar — tudo isso tentando manter seu “status rogue“, mas sem corromper seus dados de séries preferidas, claro.

Foto/Reprodução: Eu, Astronauta. Trecho do livro Inteligência Artificial (Editora Aleph)

Internet mais lenta

Aqui no segundo livro, as cenas de ação são em um ritmo menos agitado do que em Alerta Vermelho, porque o foco é mais emocional, abordando autoconhecimento, dilemas de identidade e até mesmo de liberdade. Com menos velocidade, as páginas conquistam o leitor com um “team-up” atrapalhado e improvável entre nosso robô e TED, com suas piadas, sarcasmo e críticas — que Laura Pohl vem traduzindo com maestria e repassando toda a experiência da narrativa para as páginas da edição brasileira.

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Me conta aí, já leu o primeiro livro? Já assistiu ao seriado de Diários de Um Robô Assassino? Acompanhe nossa transmissão pelo Instagram!

Miguel Felipe

Geek raiz, analista de sistemas, jornalista por paixão e artesão nas horas vagas. Especialmente viciado em café, livros, tecnologia, histórias em quadrinhos, videogames e ficção científica. De cabelo bagunçado, sempre com fones nos ouvidos, um livro na cara e All Star nos pés.

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