
Nosso robô-assassino-sarcástico, viciado em séries e totalmente sem paciência para humanos inconvenientes está de volta em Condição Artificial! Desta vez, ele resolve investigar um passado misterioso — aquele mesmo em que supostamente matou dezenas de pessoas sob sua guarda — e, claro, quer fazer isso no seu tempo livre, maratonando suas intermináveis séries.
Episódios, sarcasmo e um pé-no-saco
Depois de hackear sua própria programação e conquistar liberdade no primeiro livro, nosso robô assassino decide ir atrás de respostas do passado, enquanto tenta não se envolver, mas é óbvio que isso nunca acontece — era melhor ter se escondido e curtido as séries.

Enquanto isso, TED um “Transporte Exploratório Desgraçado” surge como uma nova companhia para nosso protagonista, mesmo ele resmungando e evitando contato como se fosse contagioso. O resultado? Nós ganhamos uma dupla dinâmica no estilo buddy-cop robótico, com direito a muitos diálogos mordazes, cheios de ironia e trocas cômicas constantes, amém!

Agora o humor sarcástico é elevado ao quadrado, enquanto ele tenta se misturar com humanos — e aprender a suspirar para parecer mais “natural”.
Respostas que o “Chat” não tem
Como nem tudo está disponível para baixar dos servidores pela internet afora, a missão principal do livro é descobrir o que realmente aconteceu no tal incidente de RaviHyral e talvez aliviar os circuitos do nosso robô assassino. Mas, obviamente, enquanto investiga o passado, nosso protagonista enfrenta mais humanos fazendo burradas que ele precisa consertar — tudo isso tentando manter seu “status rogue“, mas sem corromper seus dados de séries preferidas, claro.

Internet mais lenta
Aqui no segundo livro, as cenas de ação são em um ritmo menos agitado do que em Alerta Vermelho, porque o foco é mais emocional, abordando autoconhecimento, dilemas de identidade e até mesmo de liberdade. Com menos velocidade, as páginas conquistam o leitor com um “team-up” atrapalhado e improvável entre nosso robô e TED, com suas piadas, sarcasmo e críticas — que Laura Pohl vem traduzindo com maestria e repassando toda a experiência da narrativa para as páginas da edição brasileira.
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Miguel Felipe
Geek raiz, analista de sistemas, jornalista por paixão e artesão nas horas vagas. Especialmente viciado em café, livros, tecnologia, histórias em quadrinhos, videogames e ficção científica. De cabelo bagunçado, sempre com fones nos ouvidos, um livro na cara e All Star nos pés.