Como foi o Anime Friends 2025?

Como foi o Anime Friends 2025?

Mais um ano indo para o Anime Friends e, dessa vez, com uma mudança importante: foi a primeira edição organizada pelo Omelete, que agora é o responsável pelo evento (junto com a Maru Division). E aí, foi bom? Fizeram um bom trabalho? Sim. Em geral, eu gostei bastante. Teve show bom, stand legal, transporte eficiente e aquele clima que só o Anime Friends tem. Se você quer saber como foi essa edição — dos destaques no palco às mini Copics no bolso — vem comigo.

O sábado teve um dos pontos altos da edição: o show das meninas do Scandal. Com presença de palco, energia lá em cima e uma sintonia impressionante, elas conquistaram o público e, sinceramente, podiam seguir os passos do Flow e virar atração fixa. Aliás, sim, o Flow esteve presente de novo — já podem comprar casa no Brasil e tirar CPF, porque estão sempre aqui, e a gente continua amando. No domingo, tivemos pela primeira vez o grupo visual kei Nightmare. Foi um show bem bacana, e ver o meio metro do Yomi, vocalista da banda, cantando as pedradas — incluindo a abertura de Death Note — foi incrível. Na quinta-feira, se apresentou o grupo de K-pop Big Ocean, formado por idols com deficiência auditiva — um grupo revolucionário que levou ao palco uma performance bonita, representativa e que foi bastante aplaudida pelo público.

Foto/Reprodução: Eu, Astronauta.

Um dos grandes acertos da edição foi o transporte. Rápido e organizado, todos os dias que fui o translado funcionou super bem. Mesmo em horário de pico, gastei pouquíssimo tempo na fila. Isso realmente faz diferença na experiência de quem passa o dia inteiro em pé. Chegar e sair do evento sem estresse já melhora 50% da jornada.

Como sempre, o coração do Anime Friends foi o Artist Alley. É lá que o evento pulsa com mais força: artistas incríveis, variedade de estilos, prints, adesivos, chaveiros, pôsteres, quadrinhos autorais — é impossível não sair com algo na sacola (e no coração). Passei boa parte do tempo ali, conversando com artistas, comprando coisinhas e me encantando (e rindo) com o que estava exposto. É ali que você sente que está em uma comunidade viva.

Outro espaço que me prendeu foi o stand da Copic. Eles estavam com uma ativação em que, ao participar, você ganhava um chaveiro de mini Copic — e sim, era tão lindinho quanto parece. Comprei também alguns marcadores, já que os preços no evento costumam ser melhores do que os do online. E sigo aguardando o dia em que tragam mais materiais da marca, especialmente os livros.

Foto/Reprodução: Eu, Astronauta.

Um detalhe que me deixou triste foi o Mupy, que dessa vez ficou alocado num cantinho, meio apagado. Quem frequenta o evento há anos sabe: era tradição sair de lá com sacolas e sacolas de Mupy. Era parte da experiência. Ver ele tão escondido deixou aquele gostinho agridoce — literalmente.

Sobre as ativações em geral: tinham várias boas ideias, como a Academia de Dublagem Omelete Z, onde você podia experimentar como é ser dublador — o que faz total sentido com o perfil do público, que valoriza muito a dublagem brasileira. Mas para quem vai todos os dias, senti que faltou variedade. O espaço tem potencial para mais interações, principalmente pra manter a experiência interessante ao longo dos quatro dias.

Em relação às compras, foi positivo. Encontrei vários itens com preços menores do que online, mas é preciso garimpar. Não dá pra parar no primeiro stand. Tem que andar, comparar, ver promoções, calcular frete em potencial… quem faz isso direitinho consegue ótimos achados.

Foto/Reprodução: Eu, Astronauta.

Participei também de uma coletiva com a Kamui Cosplay, que falou sobre o processo criativo, deu dicas técnicas e relembrou que, no fim, a ideia é se divertir. Saí inspirada. Quem sabe ano que vem não vou de Kiki dos Studios Ghibli?

E o mais especial: Anime Friends é sempre um lugar de reencontros. Tenho amigos que só vejo lá, meus amigos anuais. É bom demais encontrar essa galera, trocar figurinhas, rir, andar juntos pelo evento. Esses momentos valem tanto quanto qualquer atração.

No geral, o Anime Friends 2025 foi um evento legal. Teve seus pontos fortes, seus deslizes, mas manteve aquilo que torna o evento querido: o senso de comunidade. Agora, encerrando com o pedido de todo ano: TRAGAM A LISA. A gente já implorou, já pediu, já sonhou. Tem criança latindo e cachorro chorando de desespero por essa mulher. Não é mais um desejo. É uma necessidade nacional!! Por favor Omelete e Maru Divison façam isso acontecer.

Leia também

Foi no Anime Friends 2025? Gostou? Comente aqui o que achou e nos siga no instagram

Nathalia Souza

Artista, tradutora, animadora, programadora e ainda com formação em mecâtronica e marketing, sou uma menina que não sabe bem o que quer da vida. Emo de carteirinha, vivo indo em shows e eventos para aumentar minha coleção de memórias. Vivo no mundo da lua, e talvez seja por isso que me considero astronauta.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Back to top