Review | Um Cabra Bom de Bola: basqueteiro nordestino

Review | Um Cabra Bom de Bola: basqueteiro nordestino

Se tem uma frase que se encaixa muito bem com esse filme seria “tamanho não é documento”. Ou como dizem, ninguém é pequeno demais para sonhar grande. Mas até provar que fucinho de porco não é tomada, tem muito chão pro nosso “médio” protagonista.

Um Cabra Bom de Bola, originalmente Goat, é uma animação infantil com lançamento no dia 12 de fevereiro de 2026. Trazendo os mesmos artistas que fizeram As Guerreiras do K-Pop e Homem-Aranha no Aranhaverso.

Também temos Stephen Curry na produção, para fechar essa combinação de elementos para fazer uma obra muito admirável. Outra coisa muito legal são as abrasileiradas presentes na dublagem, que não ficaram forçadas e nem maçantes.

Uma bééééla história

Zeca Brito é uma cabra magricela que sonha desde criança em ser um jogador de Berroball. Esse esporte é tipo um basquete nesse universo, dominado por animais de grande porte, como ursos, gorilas e etc. Também é muito insano e perigoso, as quadras são como vários biomas, cheios de obstáculos. Então, por conta de todos esses riscos, ninguém nunca acreditou nele, exceto sua mãe.

Porém, ela veio a falecer devido uma doença e seus vizinhos deram uma força para ele da forma que podiam. Mesmo assim, ele passou um longo período no aperto, chegando até a ficar sem ter onde morar. Mas ele sempre tinha em mente o incentivo de sua mãe e a inspiração de sua ídolo Jaque.

Até que um dia, na jaula (quadra) em Salgueiro do Sul, o Manga, um cavalo que joga muito bem, queria desafiar os jogadores de lá e o enfrentou. Mesmo não vencendo, ele deu bastante trabalho para o grandalhão e rendeu uns memes. A sua viralização na internet fez com que ele chamasse atenção da dona dos Espinhosos, o time que Jaque participa e ele recebeu a oportunidade que tanto queria para mudar o jogo.

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Mas o time ia de mal a pior, sem ganhar nada há muito tempo. Jaque estava com seu rendimento prejudicado por conta da idade, e os outros integrantes do time, desmotivados, enquanto a dona só pensava em dinheiro. Zeca precisou ser ainda mais resiliente para enfrentar cada vez mais desafios.

Se eu gostei? Eu asmei!!

É muito difícil eu conseguir dizer o que eu mais gostei desse filme. A lista é imensa, mas vamos lá. Além da história ser muito bem amarradinha, exceto pelo final que eu achei um pouco corrido demais, a estética dele tá linda demais. Não dá para perceber muito bem nas imagens promocionais e no trailer é possível ter uma ideia, mas assistindo o filme você consegue perceber o quanto ele é bonito.

Ele tem um esquema onde tudo o que está em primeiro plano, ou é o foco, fica bem definido, como se espera de qualquer 3D, mas o que seria o “fundo desfocado” e até o cenário, fica todo com carinha de aquarela e isso é hipnotizante. Ele também tem muita integração da tecnologia na narrativa e estética, o que também fica bonito e reforça o humor da coisa toda. E falando em humor, quase que eu fico com as bochechas doendo, de tanto que eu dei risada nesse filme, que explora o absurdo e as caricaturas dos animais de uma forma sensacional.

Sim, sim, vale muito a pena ver no cinema

Você não vai se arrepender nem um segundo da experiência de assistir esse filme na telona. Só cuidado para não engasgar com pipoca ou fazer refrigerante escorrer pelo nariz. É perfeito para levar a criançada, mãe, avô, tia e papagaio.

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Gabriele Miranda

Audiovizueira pela FAPCOM, adquiri habilidade de fazer bonecos se mexerem pelo Senac Lapa Scipião. Multi-instrumentista e guitarrista na banda Antena Loka, sou pan, vegana e gateira. No tempo livre, estou jogando em algum emulador, andando de patins ou criticando o capitalismo. Talvez eu encontre algum planeta onde me sinta melhor.

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