Review| Mortal Kombat II: só alegria (e violência)

Review| Mortal Kombat II: só alegria (e violência)

Mortal Kombat II finalmente fez o que o público queria desde o primeiro filme: jogou a gente dentro do torneio e abraçou tudo aquilo que faz a franquia ser o que é. Porrada, sangue, diversão, personagens icônicos e algum nível de fã service que não poderia deixar de existir. Em resumo: eu amei.

Mais brutais, mais criativas e mais alinhadas com a identidade do jogo do que no primeiro filme, as cenas de luta ficaram tão sensacionais quanto mereciam. Tem um equilíbrio muito gostoso entre a nostalgia e uma atualização que faz sentido pra hoje. As referências vêm dentro de contexto e não são só jogadas na tela, então quando você ouve o famoso “Finish Him“, ele de fato faz sentido na cena. E funciona como um pequeno shot de felicidade pra quem conhece (e ama) a franquia.

Eu sou suspeita? Sou. Mas me peguei na beirada da cadeira em várias cenas, batendo palmas em silêncio porque não dava pra me conter. Rolou de verdade uma euforia e empolgação genuínas de quem joga desde os 10 anos, e a minha criança interior sai fácil.

Foto/Reprodução: Warner Bros.

Uma preocupação que eu tinha era a introdução do Johnny Cage (vivido pelo queridíssimo Karl Urban), mas ela funciona muito bem. Ele traz um alívio cômico que o filme precisa (e que, no primeiro, ficou nas mãos do Kano), mas sem cair no exagero. É carismático, debochado e cético na medida certa, e me rendeu algumas das interações mais divertidas, especialmente nas cenas com o Baraka (CJ Bloomfield).

O arco principal gira em torno da Kitana (Adeline Rudolph), que traz no combo a Sindel e a Jade (Ana Thu Nguyen e Tati Gabrielle, respectivamente), dando mais peso pra história. Não à toa, é com ela que abrimos o filme e, se o Johnny Cage traz a leveza, a Kitana fica responsável pela parte mais séria e densa do longa, mas sem deixar chato.

Foto/Reprodução: Warner Bros.

A decisão de criar o Cole (Lewis Tan) como protagonista lá no primeiro filme dividiu opiniões, mas aqui ele se encaixa melhor dentro do conjunto. Existe uma continuidade narrativa que funciona, principalmente na forma como o segundo filme conversa com o primeiro. E foi super gostoso rever todos os personagens que a gente já ama, e que continuam entregando tudo, como o Raiden, a Sonya Blade e o Jax.

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Uma boa baliza inicial foi ter assistido ao lado de uma pessoa que nunca tinha visto e nem jogado Mortal Kombat e, portanto, não sabia absolutamente nada sobre os personagens. Ainda assim, ela conseguiu acompanhar tudo sem dificuldade. Em vários momentos, uma frase simples já dava o contexto necessário sem precisar explicar demais. Isso mostrou um cuidado interessante (e inteligente) com o público. Apesar de claramente feito pra agradar os fãs, também houve a preocupação de criar uma experiência positiva pra todos os espectadores e, com isso, talvez ganhar novos fãs.

Ou seja: pode levar amigo, namorado, pai, mãe, cachorro, papagaio, primo, avó… Não tem desculpa pra não assistir. Antes de cair o embargo, só tinham liberado as primeiras impressões, e eu assim de saúde: “eu tenho pena de quem tem que esperar até dia 7 pra poder ver esse filme. Eu tenho pena até de mim, que tenho que esperar até dia 7 pra poder rever!”. Então só pra lembrar, Mortal Kombat II estreia amanhã nos cinemas em todo o Brasil (e, se não ficou claro até aqui, você deveria assistir).

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Dani Goldenberg

Sou formada em Letras e passei 9 anos trabalhando em escolas, mas fugi para o marketing, então agora sou gerente de projetos, o que geralmente significa "babá de adultos". Meu quarto tem livros demais e eu tenho esperança de que um dia vou ler todos. O dinheiro que não vai para eles costuma virar ingresso de show, viagens, comida boa e qualquer coisa relacionada a gatos. Minha vibe é 50% gótica e 50% princesa do glitter, estou aprendendo a ler tarot e sou uma cantora de chuveiro extremamente dedicada. Minha personalidade foi moldada por filmes dos anos 2000, Disney Channel e pelos livros da Meg Cabot, especialmente A Mediadora. Meu traço tóxico é discutir com pessoas que eu conheço para defender pessoas que eu não conheço, então fica o aviso: nunca fale mal da Pink perto de mim.

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