- por Gabriele Miranda
Em um futuro distante, a humanidade alcança um estado utópico. Os avanços tecnológicos permitem feitos impressionantes, quase como magia. O ritmo do planeta é respeitado através da energia limpa e a convivência com a preservação e recuperação. E mesmo com tanta paz envolvida, ainda existem corações inquietos e ansiosos buscando mudanças e aventuras.
Arco é uma animação francesa de ficção científica que chega aos cinemas no dia 26 de fevereiro de 2026. Com a distribuição da MUBI + Mares Filmes e produção de Natalie Portman, essa ambiciosa obra tem direção de Ugo Bienvenu. O longa foi indicado ao Oscar como Melhor Filme de Animação. Tal categoria não é por acaso, traz um visual autoral e uma proposta bem diferente pensando em gênero e linguagem. Na dublagem brasileira temos vozes de Enrico Espada, Bianca Alencar, Rodrigo Araújo, Reginaldo Primo, Beto Macedo e Diego Muras.
Uma pincelada na história
Arco era um menino de 10 anos. Ele vivia com sua mãe, pai e irmã mais velha, numa casa acima das nuvens. Todo lugar era repleto por plantas, quase como um mini paraíso. Ele passava o dia em casa até avistar três arco-íris no céu. Sua família voltou de mais uma viagem no tempo.
Eles usavam trajes que, junto a um prisma, os faziam voar na velocidade da luz, permitindo que viajassem entre diferentes eras. Arco queria muito fazer uma viagem dessas para ver os dinossauros, mas ainda não tinha idade permitida para isso. Certa noite, ele pega o traje de sua irmã escondido e tenta voar. Sem supervisão nenhuma e nem treinamento ele acaba cometendo um erro e indo parar no ano de 2075.

Nessa época, as pessoas conviviam com robôs e diversas outras tecnologias. Elas auxiliavam os humanos tanto em tarefas rotineiras, como serviços domésticos, quanto na proteção deles. O planeta enfrentava crises climáticas fortíssimas e cada casa possuía uma redoma de vidro. Ela subia quando chovia demais ou quando começava alguma queimada.
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Vivendo solitariamente com seu irmão mais novo Peter e o robô ultrapassado Mikki, conhecemos Íris, uma garota muito esperta e que adorava desenhar as coisas que via ou imaginava. Seus pais eram bem ausentes. Como trabalhavam demais, só viam a menina através de hologramas. Ela encontrou Arco caído na floresta perto da sua escola e usou toda sua astúcia para ajudá-lo a voltar para casa enquanto aprendia sobre seu mundo.
O que eu gostei
Isso é chover no molhado, mas é necessário ressaltar o quanto essa animação é linda! A amizade de Arco e Íris tem todo aquele carinho e momentos inocentes e de determinação. Como quando ele ensina língua dos pássaros para ela. Ou quando ela improvisa a chuva que ele precisa pra voar com as mangueiras do quintal. Também existe toda uma sensibilidade contemplativa que me lembrou muito uma vibe Ghibli.

Outra coisa que eu gostei muito é que o filme não tem exatamente um vilão. Temos três antagonistas conspiracionistas que deixam uma pulga atrás da orelha no início do filme. Depois a gente percebe que eles não são “do mal”. Inclusive admiram os protagonistas como a gente, achando tudo muito fofo e fazendo loucuras por eles.
Vale a pena?
Arco é um filme que te convida a dar uma segurada nos ânimos, respirar e se jogar para o que ele tem a oferecer. Eu recomendo a todos que estão com vontade de assistir algo diferente, que vai te botar pra pensar e deixar aquele gostinho de saudade.
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Gabriele Miranda
Audiovizueira pela FAPCOM, adquiri habilidade de fazer bonecos se mexerem pelo Senac Lapa Scipião. Multi-instrumentista e guitarrista na banda Antena Loka, sou pan, vegana e gateira. No tempo livre, estou jogando em algum emulador, andando de patins ou criticando o capitalismo. Talvez eu encontre algum planeta onde me sinta melhor.
