- por Gabriele Miranda
Quem não se lembra daquela animação fofa do gatinho preto? Em 2025, a categoria de Melhor Filme de Animação no Oscar surpreendeu a todos. Afinal, a vitória de Flow, animação independente letã, mostrou que pequenas produções conseguem bater de frente com gigantes da indústria de animações.
Com uma equipe reduzida de 20 pessoas e o uso do software livre Blender, a repercussão desse trabalho foi grande. O diretor se tornou Cidadão do Ano e o governo anunciou novos investimentos no setor. Mas será que esse feito foi um fato isolado? Ou será que vamos ver esse acontecimento se repetindo, dando espaço a mais expressões nesse formato?
Indies poderosos X os queridinhos
Agora em 2026, esse legado continua. Temos dois filmes independentes de peso indicados para levar o homenzinho dourado para casa: Arco e A Pequena Amélie. Enquanto o primeiro, traz os traços autorais de Ugo Bienvenu, o segundo se destaca no visual com ausência de linhas. Ambas animações francesas, tratam com muita sensibilidade os temas de afeto e pertencimento.

Além disso, esses filmes conquistaram vários prêmios justamente pela forma que exploram a ficção científica e da fantasia. Chegar na lista de indicados já é um grande feito para animações fora do mainstream. Porém, ainda precisam enfrentar e superar os gigantes, que já carregam um apelo por estarem bem estabelecidos.
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Do outro lado do ringue, temos Guerreiras do K-Pop (Sony Pictures Animation), Elio (Pixar) e Zootopia 2 (Disney). Na minha visão, o filme das nossas caçadoras de demônios favoritas é o mais forte desse grupo. Isso porque possui um forte apelo popular, o chiclete de Golden e a herança no estilo de pintura em movimento do Aranhaverso. Ainda sim, existe a chance da Disney/Pixar conquistarem o prêmio devido ao sucesso de bilheteria e a fórmula certeira ao entregar diversão e reflexão.

Mas o que tudo isso significa?
Existe toda uma polêmica relacionado ao Oscar de Animação. Já começa com um formato sendo tratado como gênero. Eu queria ver muito uma animação ganhando uma premiação de roteiro, por exemplo. Fora isso, seria interessante ver produções globais tomando a frente e não só o recorte norte americano levando tudo. A minha maior torcida está sendo para A pequena Amelie.
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Gabriele Miranda
Audiovizueira pela FAPCOM, adquiri habilidade de fazer bonecos se mexerem pelo Senac Lapa Scipião. Multi-instrumentista e guitarrista na banda Antena Loka, sou pan, vegana e gateira. No tempo livre, estou jogando em algum emulador, andando de patins ou criticando o capitalismo. Talvez eu encontre algum planeta onde me sinta melhor.
